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domingo, 23 de janeiro de 2011

malditos rótulos!

Para tudo na vida sempre existe um rótulo. Seja ele bom ou ruim. E no fim das contas, acaba sendo um preconceito.

Você olha as pessoas que te rodeiam, e à primeira vista todas parecem ter uma personalidade pré definida. Ou é a vaca que ta do seu lado, e que voce diz odiar, só porque ela parece mais bonita que voce, sabe disso, e dá pra todo mundo. Mas no fim das contas, ela pode ser aquela com um enorme coração, e que pode se tornar a sua melhor amiga. Ou tem aquele cara que parece ser o seu príncipe encantado, mas que é só mais um idiota querendo se dar bem.

Ou ainda, quando VOCÊ se importa com o que vão pensar, e por isso não se permite certas atitudes. Vergonha? Medo do julgamento alheio? É complicado se prender às idéias das outras pessoas, e não dar mais liberdade às suas vontades.

Não deveriamos fazer - ou melhor, deixar de fazer - pelos outros. Temos que fazer por nós, quando muito, por alguem que mereça a nossa mudança de atitude, não qualquer pessoa que simplesmente pode fazer um julgamento negativo de quem somos, ou deixamos de ser.





E você? Muda de atitude quando parece que alguem vai te reprimir? O que já deixou de fazer? Quando ignorou possiveis julgamentos e rótulos? Se deu bem? Se fudeu muito?
Comente no espaço abaixo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cabelos

Depois de um longo e tenebroso verão inverno sem escrever (por falta de idéias, e preguiça de pensar em algo realmente interessante), fiquei inspirada ao ler um ótimo texto do @carpinejar, dei alguns pequenos cortes e comento lá no fim.

Pintar cabelo é um manifesto feminino. O equivalente ao serviço militar obrigatório.

Serve também para desafiar as mechas maternas. Tanto que a menina desmama quando pinta os cabelos. Corresponde a mais importante desobediência doméstica. É quando a moça se desarma, se ama e assume a sexualidade de sua brincadeira.

Superior ao signo e ao histórico escolar, a mulher entende que é pelo cabelo que se apresenta ao mundo. É pelo cabelo que ditará seu perfil, provará que é dramática, romântica, tímida, expansiva, agressiva, esportiva.

Com a bolsa e as sobrancelhas, forma a sagrada trindade da personalidade.

Ela delira com um cabeleira de bordas, redonda, macia, desembaraçada, lustrosa. Aquela espontaneidade onde não se enxerga o fim. Uma cabeleira infinita. Dobrando o oceano dos ombros. Vibrante.

Mas é quase impossível concretizar a metamorfose. Por mais que cada uma siga as instruções da bula.

É como imitar as pinceladas de Van Gogh. Como imitar as formas sensuais das banhistas de Monet. Como imitar os movimentos de tons da ciranda de Matisse.

Pintar os cabelos será a primeira traição que o mulherio enfrenta.

A dureza já encontra seu auge no início. Nem toda mulher quer ser loira, mas toda mulher precisa ser loira. É um pedágio para encontrar a coloração do sonho. Se ousar partir do matiz original para repetir as caixinhas, o espelho quebra. Obrigatório clarear para diminuir o desastre. Na ambição de ser ruiva, uma morena descobrirá o vermelho beterraba, longe do brilho e da intensidade da embalagem. Terá na cabeça um incêndio apagado, sem labaredas, terra devastada, cinzas e fuligem. Só com muita generosidade para chamar aquilo de ruivo, é o mesmo que confundir espinhas com sardas.

Muçulmanas, católicas, evangélicas, luteranas, taoístas, batistas… Não há religião que salve. O milagre nunca acontece conforme rezado.

Tingindo de amarelo verão, na ânsia de reproduzir os ares praianos de surfista e aventureira, o máximo que conseguirá é cabelo palha de inverno.

A decepção não tem fundo. São quarenta minutos de expectativa frustrada.

Cereja terminará marrom. Após cinco lavagens, torna-se água suja. O preto azulado — que ninguém avisa — dependeria de licitação da Secretaria de Obras. É, essencialmente, piche. Para tirar, apenas cortando.

Conhecerá a maldição de fadas. A dissolução do castelo. Ao adormecer como Marilyn Monroe e seu fulgurante platinado, acordará como Cicciolina em fim de carreira.





Minha vez --> Só quem sabe o drama de pintar pra entender como é isso.
Pinto de vermelho cereja desde 2004. (e com o tempo, o meu fica alaranjado, e não cor d agua suja, como disse o autor)
graças ao meu cabelo que acaba mudando de cor com o tempo, já ganhei alguns apelidos. (cavalo de fogo, marry jane [do homem-aranha], e cenoura [meus amigos e veteranos de faculdade])
Não existe cor que me descreva melhor do que meus fios de fogo.
Quando você ve uma ruiva, de cara, já ve um pouco da personalidade dela, já que são poucas as que tem coragem pra uma cor tão ousada.

quanto ao cabelo branco, acho bonito, tanto em homens, como em mulheres. Confere um certo charme de quem viveu muita coisa, e tem orgulho de tudo pelo que passou.

Fico pensando se abandonarei meus vermelhos para adotar a cor que na verdade é todas as cores juntas.

aqui o original




não concorda? acha que falei muita merda? concorda comigo? o que acha das ruivas? e das loiras? e das morenas? qual a sua opinião ao ver q meu cabelo é (ou tenta ser)vermelho? diz ai!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CUIDADO: A propaganda pode ser enganosa

Ficamos tão impressionadas quando vimos homens lindos, em propagandas de cueca, q não imaginamos onde está a verdade. E isso vale para os homens que admiram as modelos deslumbrantes e invejadas por nós.





Sim. ambos são a mesma pessoa. O tão desejado David Beckham.



Eu sempre #RIOMUITO quando vejo esse vídeo!!!! kkkkkkkkk

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Porque pedir o telefone?

Não foi uma nem duas vezes que aconteceu comigo. E aposto que deve ter acontecido várias vezes com (quase) todo mundo.

Quem nunca viu essa cena? Aquele momento super legal, papo vai, papo vem, você e aquele carinha legal, rolando mor climinha. Só que por algum motivo, tudo tem que ser interrompido. Vem aquela sensação de não querer que aquela seja a última vez que vocês conversem, ou se vejam, e de repente ele pede o numero do seu telefone! Maravilha! Ótima chance de conhecer mais ainda um garoto que você já gostou, e quer dar uma chance pra qualquer coisa acontecer!

Ai, começa o problema. Ele não liga! Você espera, espera... até que se toca que ele NUNCA vai te ligar. Porque pediu o telefone, então? Já que é pra fingir que não valeu nada o breve momento que vocês passaram, então que te ignorasse. Ou nem pedisse o seu número, assim você não teria esperança alguma para perder! Eu nunca entendi o objetivo dessa 'brincadeira'.

Quando a situação se inverte, e o cara que me passa o telefone dele, eu simplesmente olho o número, e fico um tempão imaginando o que falar, o que fazer com aquilo. Só que quando eu penso em alguma coisa, pra dar uma chance de um possível próximo encontro, que talvez valha a pena, só pra conhecer mais um pouco aquele cara bacana, eu mando uma mensagem. Sabe, mensagens de celular servem pra isso. Quando você não sabe o que falar, mas tem um pouco de criatividade apenas pra dizer: "legal te conhecer" no mínimo isso!

É tão difícilm assim?




Apesar do que parece com a revolta, não sofri esse "golpe" recentemente. Mas sempre fiquei boba com essa falta de atitude.
Como diria um amigo meu, se você já tem o NÃO, qual a dificuldade em tentar conseguir um SIM?
Conclusão: (depois de ver a justificativa do Henrrique) homens são mais medrosos do que gostam que pensemos. Não é a toa que alguns gostam de mulheres de atitude, já que eles mesmos não tem! Mas isso é oooutro post...

domingo, 12 de setembro de 2010

Cedo

É muito bizarro ver amigas minhas, do tempo da escola, qua já tão se arranjando e fazendo uma vida! E quando digo "fazendo uma vida", me refiro a casar e ter filhos. PORRA! Porque agora? Porque TÃO cedo? Somos muito jovens e ainda temos muita coisa pra aproveitar!

Não q eu não queira nada disso pra mim, mas porque não esperar, sei lá, uns 10 anos? (ta eu adianto 10 anos, des dos 17 =P), mas como já disse, tenho e quero aproveitar muitas coisas ainda.
Por exemplo? Antes de tudo, eu quero me formar (a parte que ta mais difícil), quero ter um emprego bom, q possa pagar as minhas contas, e adoraria viajar um pouco. Só pra resumir um pouco. Sem contar que não sei com quem vou me casar. mas eu to sem pressa. (Só to um pouco necessitada no momento. Alguém?)

Isso porque eu não quero depender de marido nenhum pra pagar conta minha. Já passamos da época que mulher era criada para procriar e virar dona de casa! ainda bem que as minhas amigas que tão nessa situação não vão virar APENAS donas de casa.

Também não estamos mais na época que as pessoas morriam cedo, portanto tinham que casar cedo, para assegurar que teriam muitos e saudáveis filhos. Porra, os tempos mudam, e as necessidades da sociedade também. Já tem gente demais no mundo, não? Ainda bem que as taxas de crescimento populacional estão diminuindo em vários países (sub)desenvolvidos, como nós, mas isso não significa que as gerações futuras não vão sofrer da forma como estimam alguns especialistas. Vão sofrer. Não com a mesma intensidade, mas ainda assim, tem muita gente, desperdiçando recursos, o que faz com que no futuro (sabe-se lá quão distante), as pessoas vão sofrer com tudo isso. Onde é que eu estava mesmo? Ah ta, foi mal, desculpem a minha mente que viaja na maionese.

O fato de pessoas jovens se casarem também é um reflexo da falta de perspectiva de vida que existe em cidades pequenas. Pessoas que sonham coisas pequenas para si. Acham que a vida que levam é boa, ou não imaginam como fazer para melhora-la.

Uma das minhas amigas, que vai se casar em breve, me disse uma vez "Se eu já encontrei a pessoa certa para mim, pra que esperar mais?"
Tudo bem, já encontrou o príncipe encantado. Parabéns. Que sejam felizes. Mas o modo como você age na presença de um namorado de alguns poucos anos, e que você algumas poucas horas do dia, é completamente diferente do modo como você age na sua casa, ou numa convivência íntima e diária, com quem quer que seja. (quem nunca passou por isso, estranhando o coleguinha da escola, quando passam o fim de semana um na casa do outro?)

sábado, 26 de junho de 2010

Meias Porções

(A primeira vez q li esse texto, foi no blog da Pothó, e eu simplesmente adorei, e me identifiquei com ele.) XD

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação.... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'... Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...

DANUZA LEÃO

Que se exploda a rotina e os prazeres contidos!
A vida é uma só para pedirmos "meia porção"dela.