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domingo, 8 de abril de 2012

Abandono?

Mais uma vez pensando que há tempos não escrevo. Já imaginei textos inteiros, pensando na repercussão que teriam, mas que nem comecei a digitar. Minha vida já muhttp://www.blogger.com/img/blank.gifdou tanto. Queria compartilhar mais http://www.blogger.com/img/blank.gifas minhas experiencias, opiniões e dúvidas. Será que agora vai? não quero abandonar o blog. Não mesmo. Gosto de escrever, mesmo não sendo boa escritora. Só que não é sempre que tenho paciencia. Só isso. Ultimamente tenho falado bastante coisa no facebook, e no twitter. Se alguem quiser olhar, fique a vontade. Mas tambem andei muito fechada sobre os ultimos acontecimentos da minha vida. Mudei completamente de rumo, de destino, mas não falei pra ninguem, quase. Será que agora falo? Nem sei se tem alguem que vai realmente ler isso, se vai se importar com o que eu falo, ou se só to mais uma vez, falando sozinha.

Quem sabe? Só sei que não quero abandonar o meu blog. Vou dar uma repaginada nele! Talvez eu mude o nome, ou só o fundo. Talvez isso me incentive a escrever mais.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cabelos

Depois de um longo e tenebroso verão inverno sem escrever (por falta de idéias, e preguiça de pensar em algo realmente interessante), fiquei inspirada ao ler um ótimo texto do @carpinejar, dei alguns pequenos cortes e comento lá no fim.

Pintar cabelo é um manifesto feminino. O equivalente ao serviço militar obrigatório.

Serve também para desafiar as mechas maternas. Tanto que a menina desmama quando pinta os cabelos. Corresponde a mais importante desobediência doméstica. É quando a moça se desarma, se ama e assume a sexualidade de sua brincadeira.

Superior ao signo e ao histórico escolar, a mulher entende que é pelo cabelo que se apresenta ao mundo. É pelo cabelo que ditará seu perfil, provará que é dramática, romântica, tímida, expansiva, agressiva, esportiva.

Com a bolsa e as sobrancelhas, forma a sagrada trindade da personalidade.

Ela delira com um cabeleira de bordas, redonda, macia, desembaraçada, lustrosa. Aquela espontaneidade onde não se enxerga o fim. Uma cabeleira infinita. Dobrando o oceano dos ombros. Vibrante.

Mas é quase impossível concretizar a metamorfose. Por mais que cada uma siga as instruções da bula.

É como imitar as pinceladas de Van Gogh. Como imitar as formas sensuais das banhistas de Monet. Como imitar os movimentos de tons da ciranda de Matisse.

Pintar os cabelos será a primeira traição que o mulherio enfrenta.

A dureza já encontra seu auge no início. Nem toda mulher quer ser loira, mas toda mulher precisa ser loira. É um pedágio para encontrar a coloração do sonho. Se ousar partir do matiz original para repetir as caixinhas, o espelho quebra. Obrigatório clarear para diminuir o desastre. Na ambição de ser ruiva, uma morena descobrirá o vermelho beterraba, longe do brilho e da intensidade da embalagem. Terá na cabeça um incêndio apagado, sem labaredas, terra devastada, cinzas e fuligem. Só com muita generosidade para chamar aquilo de ruivo, é o mesmo que confundir espinhas com sardas.

Muçulmanas, católicas, evangélicas, luteranas, taoístas, batistas… Não há religião que salve. O milagre nunca acontece conforme rezado.

Tingindo de amarelo verão, na ânsia de reproduzir os ares praianos de surfista e aventureira, o máximo que conseguirá é cabelo palha de inverno.

A decepção não tem fundo. São quarenta minutos de expectativa frustrada.

Cereja terminará marrom. Após cinco lavagens, torna-se água suja. O preto azulado — que ninguém avisa — dependeria de licitação da Secretaria de Obras. É, essencialmente, piche. Para tirar, apenas cortando.

Conhecerá a maldição de fadas. A dissolução do castelo. Ao adormecer como Marilyn Monroe e seu fulgurante platinado, acordará como Cicciolina em fim de carreira.





Minha vez --> Só quem sabe o drama de pintar pra entender como é isso.
Pinto de vermelho cereja desde 2004. (e com o tempo, o meu fica alaranjado, e não cor d agua suja, como disse o autor)
graças ao meu cabelo que acaba mudando de cor com o tempo, já ganhei alguns apelidos. (cavalo de fogo, marry jane [do homem-aranha], e cenoura [meus amigos e veteranos de faculdade])
Não existe cor que me descreva melhor do que meus fios de fogo.
Quando você ve uma ruiva, de cara, já ve um pouco da personalidade dela, já que são poucas as que tem coragem pra uma cor tão ousada.

quanto ao cabelo branco, acho bonito, tanto em homens, como em mulheres. Confere um certo charme de quem viveu muita coisa, e tem orgulho de tudo pelo que passou.

Fico pensando se abandonarei meus vermelhos para adotar a cor que na verdade é todas as cores juntas.

aqui o original




não concorda? acha que falei muita merda? concorda comigo? o que acha das ruivas? e das loiras? e das morenas? qual a sua opinião ao ver q meu cabelo é (ou tenta ser)vermelho? diz ai!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O inferno é exotérmico ou endotérmico ?

Da série de emails que se recebe...

Prova de Física

Pergunta feita pelo Prof. Fernando da PUC-PR em sua prova final do curso em maio deste ano.

Este doutor é reconhecido por fazer perguntas do tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais.

Sua única questão na prova final para sua turma foi:
"O inferno é exotérmico ou endotérmico?
Justifique sua resposta."

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em
alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter
alguma massa.

Se elas tem, então um conjunto de almas também tem massa.
Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas
estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que
uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai. Por isso não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes
religiões que existem no mundo hoje em dia: algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno....
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas
religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de
natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.

Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem então duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas
entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele
explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de
almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se
congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a garota mais gostosa da PUC me disse, no
primeiro ano:
"só irei pra cama com você no dia que o inferno
congelar", e levando-se em conta que ainda não obtive sucesso na tentativa de ter
relações sexuais com ela, então a opção 2 não é verdadeira.
Por isso, o inferno é exotérmico."

O aluno Sérgio Fonseca tirou o único 10 na turma.

MORAL DA HISTÓRIA:
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." (Albert Einstein).

Gustavo Teixeira da Silva

sábado, 26 de junho de 2010

Meias Porções

(A primeira vez q li esse texto, foi no blog da Pothó, e eu simplesmente adorei, e me identifiquei com ele.) XD

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar
e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação.... Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'... Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem,
podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados,
a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...

DANUZA LEÃO

Que se exploda a rotina e os prazeres contidos!
A vida é uma só para pedirmos "meia porção"dela.